Quem somos

A FASFI – Fundação de Ajuda Solidária Filhas de Jesus é uma organização civil, não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 2003, na Espanha. No Brasil, apresenta-se como uma filial e conta com a participação de leigos voluntários e colaboradores, independentemente da crença religiosa. Essa fundação faz parceria com as irmãs Filhas de Jesus e busca globalizar a solidariedade.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Uma reflexão e ação no mês da mulher


Foi um dia maravilhoso... Trabalhando em conjunto... opa!!! Trabalhando não, melhor dizer: aprendendo!!!! Pois foi isso que senti naquele sábado.... 

Aprendi  ensinamentos com pessoas maravilhosas, as irmãs Ana Maria e Maria de Lourde Vicari que doam o seu tempo e sua vida para uma obra social tão nobre, as voluntárias do Cepromm que doam seu tempo e as voluntárias das FASFI em que eu humildemente me incluo e que doamos um pouquinho dos nossos braços.

Acordei no sábado e fui com a ideia certa de trabalhar e quando lá cheguei  fui mudando  minha cabeça e ao final do sábado eu tive a certeza do porquê eu fui.  Aprendi sobre não julgar pelas aparências e sim pelo coração, aprendi que existe  uma maneira de viver diferente da minha (por escolha ou por desvios do curso da vida), aprendi a respeitar outras pessoas por mais diferentes  que elas nos pareçam, aprendi a respeitar outros gêneros, aprendi a respeitar outras opiniões. Eu fui para aprender.

Escutei historias alegres, observei a atenção que a Luciana despendia  à irmã Ana Maria  e o carinho com que ela deu um brigadeiro para uma criança quando soube da sua triste história. A alegria da Corina na aula de zumba que parecia uma profissional, na verdade ela é uma profissional só que  da alegria, que nunca nos deixa esmorecer , sempre nos levantando com seu bom humor, otimismo e palavras boas de se ouvir com o seu sotaque, a Fátima arrumando as roupas de criança e se deliciando brincando com  uma bebe no carrinho que lhe entregava sorrisos lindos, a Andrea e a Claudia que separavam as roupas e colocavam preços...  as risadas da Cássia vendo a irmã Ana Maria  chamar atenção, pois estavam colocando uma valor muito barato nas peças do bazar... e ela precisava de dinheiro.... claro, pois  tem uma instituição para cuidar e para quitar as contas daquele mês. A Juliana, filmando a Corina e se emocionando enquanto escutava a irmã Maria Lourde Vicari contar a historia de vida das crianças, das mulheres que ajudam outras mulheres, a emoção, alegria e satisfação dela nos contando que dois adolescentes que eram difíceis  quando crianças, que frequentaram o projeto e foram cuidados por outras famílias conseguiram emprego em uma empresa grande.

Acordei achando que iria doar o meu tempo, ao longo do dia percebi que fui aprender lições de vidas e quando fui me despedir das irmãs e elas me abraçaram dizendo o quão contente estavam com a nossa presença eu realmente descobri  o que eu fui fazer lá, em um momento não tão bom da minha vida,  eu quem recebeu amor e carinho ....  


Me senti parte de algo, me senti útil, me senti valorizada,  elevou a minha auto estima, criei novas amizades,  me senti amada  pelas pessoas que estavam lá, me senti leve, me senti feliz!!!!



                                                                                                    Andrezza Rueda Ruiz
                                                                                                    Voluntária Fasfi Campinas







quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Reinício dos trabalhos 2018 no Projeto Bom Pastor - Cidade Singer

Nesta terça-feira 20/02/2018 iniciamos com muita alegria os trabalhos de 2018 no Projeto Bom Pastor localizado na Cidade Singer.

Iniciamos mais um ano com novos voluntários, novas crianças mas o mesmo sentimento, doar um pouco de carinho e receber muito amor!







quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Missão Fasfi nas Filipinas

Que Santa Cândida esteja presente nesta experiência de missão nas Filipinas!

FASFI Campinas




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

2º Bazar Solidário




“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me
consagrou com a unção, para anunciar a boa notícia aos
pobres. Enviou-me para proclamar a libertação aos presos,
e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os
oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor”.
(Lc 4, 16-30).

A FASFI, inspirada na missão das Filhas de Jesus  nos remete às possibilidades transformadoras do serviço solidário, encaminhando-nos para os mais nobres e sagrados valores. E com a generosa colaboração das voluntárias tudo vai se concretizando...



2º Bazar Solidário em prol da Associação Beneficente São Lucas, no município de Bragança Paulista, entidade filantrópica que atende gratuitamente crianças, jovens e adultos com necessidades especiais. Atendem em média de 206 pessoas com necessidades especiais oferecendo atendimento clínico e educacional especializado. Inserindo jovens e adultos no mercado de trabalho. 

Através deste trabalho, as voluntárias da FASFI (Fundação de Ajuda Solidárias Filhas de Jesus), poderão destinar os recursos obtidos na  compra de material para atividades em especial a deficientes visuais.

É a SOLIDARIEDADE o limite mais próximo entre Deus e os seres humanos. 

SOLIDARIEDADE é AMOR.

Somos juntos continuadores deste amor.
  




Obrigado a todos que colaboraram para a realização de mais este trabalho com tanta dedicação e carinho!


Núcleo Bragança Paulista

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

terça-feira, 14 de novembro de 2017

BRASIL DESIGUAL

  6 bilionários têm mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros mais pobres



No Brasil, os seis maiores bilionários têm a mesma riqueza que os 100 milhões de brasileiros mais pobres. Caso o ritmo de inclusão no mercado de trabalho prossiga da forma como foi nos últimos 20 anos, as mulheres só terão os mesmos salários dos homens no ano de 2047, e apenas em 2086 haverá equiparação entre a renda média de negros e brancos.
De acordo com projeções do Banco Mundial, o país terá, até o fim de 2017, 3,6 milhões a mais de pobres. Essas são as constatações do relatório "A distância que nos une, um retrato das desigualdades brasileiras", divulgado nesta segunda-feira (25) pela Oxfam Brasil.
A organização, que trabalha no combate à pobreza e à desigualdade, resolveu publicar, pela primeira vez, um estudo em que investiga, com base em vários dados, as raízes e soluções para um país onde se distribui de forma desigual fatores como renda, riqueza e serviços essenciais.
De acordo com Katia Maia, diretora-executiva da entidade, o objetivo é divulgar um relatório anual sobre a desigualdade e mostrar os diferentes problemas do tema, como, por exemplo, o da tributação brasileira.
"Nós pagamos muitos impostos. Mas não é que a nossa tributação é excessiva, na verdade ela é injusta. A gente está abaixo da média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) [em termos de carga tributária]. Mas é uma tributação onde quem paga o pato é a classe média e as pessoas mais pobres", disse.

TRIBUTAÇÃO INDIRETA
O documento identifica falhas na forma como o imposto é arrecadado no Brasil, em contraste com outros países. Além da alta tributação indireta, há questionamentos à isenção de impostos sobre lucros e dividendos de empresas e à baixa tributação de patrimônio, que, com isso, acabam contribuindo para aumentar a concentração de renda dos mais ricos.
A coordenadora do relatório defende que é possível que as autoridades brasileiras combatam fatores que impedem a tributação proporcionalmente igualitária, mesmo antes de uma necessária reforma tributária. Um deles é a evasão tributária, em que somente em 2016, segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), deixaram de ser arrecadados R$ 275 bilhões.
Como pontos positivos dos últimos anos, o relatório credita ao mercado de trabalho o "principal fator" da recente redução da desigualdade de renda no Brasil.
Com a estabilização da economia e da inflação nos últimos 20 anos, foi possível ao país investir na queda do desemprego, na valorização real do salário mínimo e no aumento do mercado formal. Há diferenças, porém, que ainda precisam ser enfrentadas, de acordo com o relatório. Ele também enumera dados sobre as já recorrentes diferenciações salariais entre mulheres/homens e negros/brancos que possuem a mesma escolaridade.
"A média brasileira de anos de estudo é de 7,8 anos, abaixo das médias latino-americanas, como as do Chile e Argentina (9,9 anos), Costa Rica (8,7 anos) e México (8,6 anos). É ainda mais distante da média de países desenvolvidos", indica o estudo, complementando que apenas 34,6% dos jovens de 18 a 24 anos estão matriculados em universidades, dos quais apenas 18% concluem o curso.

JUVENTUDE NEGRA E POBRE É A MAIS AFETADA
"Em geral, a juventude negra e pobre é a mais afetada pelas barreiras educacionais. Baixo número de anos de estudo, evasão escolar e dificuldade de acesso à universidade são problemas maiores para esses grupos, que, não por acaso, estão na base da pirâmide de renda brasileira", afirma.
Para Katia Maia, a construção da sociedade brasileira é baseada em uma divisão entre cidadãos de "primeira e de segunda categoria.
"Os números são muito fortes: 80% das pessoas negras ganham até dois salários mínimos, e estamos falando de 50% da população brasileira. A gente olha no nosso entorno e vê as bolhas de pessoas brancas, enquanto as negras são colocadas na periferia da cidade. É importante a gente debater e conversar sobre o racismo, mostrando que somos iguais. Esse déficit a gente tem de assumir, que somos país racista e enfrentar, buscar solucionar isso. É grave porque do jeito que estão colocados, os números falam por si, a gente quase não resolve isso nesse século", alerta.
Embora aponte uma "notável universalização do acesso à educação básica", o relatório pede cuidados para lidar com a evasão escolar, especialmente em séries mais adiantadas. No que diz respeito a outros serviços essenciais, apesar de elogiar uma "importante expansão" nos últimos anos, o documento coloca como desafio a ampliação do acesso de mulheres e negros ao sistema público de saúde.
O documento lembra –como exemplos de desigualdade– a situação de dois dos 96 distritos de São Paulo, a maior cidade brasileira: "Dados mais recentes dão conta de que, em Cidade Tiradentes, bairro de periferia de São Paulo, a idade média ao morrer é de 54 anos, 25 a menos do que no distrito de Pinheiros, onde ela é de 79 anos. Trata-se de um dado que resume como as desigualdades se manifestam de diversas formas, sempre a um preço muito alto para a base da pirâmide social no Brasil".
Com elogios à redução geral da desigualdade de renda e pobreza após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o relatório considera ainda a retirada, nos últimos 15 anos, de 28 milhões de pessoas da pobreza e a saída do Brasil do Mapa da Fome, em 2015.
A parcela da população abaixo da linha da pobreza caiu, entre 1988 e 2015, de 37% para 10%, conforme o estudo. Devido à crise econômica dos últimos anos, porém, os governos têm feito "mudanças radicais" que, segundo o levantamento, evidenciam uma "acelerada redução do papel do Estado" que "aponta para um novo ciclo de aumento de desigualdades", segundo a organização.


GARANTIA DE DIREITOS
A Emenda do Teto dos Gastos, que limita os gastos públicos por 20 anos, é considerada no documento como um "largo passo atrás na garantia de direitos".
De acordo com as constatações da Oxfam Brasil, há a necessidade de se revisar a reforma trabalhista aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, "onde ela significou a perda de direitos". Outros entraves ao fim das "desigualdades extremas" do Brasil, segundo a pesquisa, são a melhoria dos mecanismos de prestação de contas, mais transparência, combate à corrupção e uma "efetiva regulação da atividade de lobby".
De acordo com Katia, a meta do relatório não é defender que todas as pessoas tenham a mesma coisa e sim mostrar os extremos que não devem ser aceitos pela sociedade. No dia em que se completam dois anos da assinatura dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pelos 193 Estados Membros da ONU, com metas para os países até 2030, a coordenadora do relatório acredita, corroborando o documento, que as desigualdades "não são inevitáveis".
"Elas são fruto de decisões políticas, de interesses, e nos níveis que nós temos hoje no Brasil, são eticamente inaceitáveis. Estamos construindo uma sociedade onde uma parte da população vale mais que outra. Não pode ser assim, somos todos parte da mesma sociedade. Essa distância entre nós está tão grande que a única forma de reduzir é atuando juntos, nos unindo", finaliza. 

FONTE: DA AGÊNCIA BRASIL - 25/09/2017  

ESTAMOS IMERSOS NUMA.....CULTURA DESCARTÁVEL!!!




Chegamos a um nível tal do modelo atual de desenvolvimento, que o próprio sistema expulsa aqueles de quem não necessita ou não lhe são valiosos. Trata-se não de coisas, mas de seres humanos, homens e mulheres, que se tornaram descartáveis para o mesmo sistema, pois deixaram de ser fins em si mesmos e se tornaram meios que hoje podem servir e amanhã  já não servir.


A sociedade perdeu os verdadeiros objetivos e princípios para orientar seu desenvolvimento. Estamos diante de uma lógica relativista que é capaz de comprar órgãos dos pobres para vendê-los ou para usá-los em experiências. É a lógica do “usa e joga fora” que gera tantos lixos porque vivemos um consumismo fora de limites.    (LS 123).


“Hoje, ao fenômeno da exploração e da opressão, soma-se uma nova dimensão, um matiz gráfico e duro da injustiça social: os que não podem se integrar, os excluídos, são “sobrantes”. Este é um aspecto da cultura do descarte ... Isto acontece quando no centro de um sistema econômico está o “deus dinheiro” e não a pessoa humana. Sim, no centro de todo o sistema social ou econômico tem que estar a pessoa, imagem de Deus...
                

 (Extratos da mensagem do P.Francisco aos Movimentos Populares, outubro 2014}

* Que expressões a “cultura do descartável” tem em sua casa ou na comunidade?

*O que devemos e podemos fazer para vencer esta cultura?