Quem somos

A FASFI – Fundação de Ajuda Solidária Filhas de Jesus é uma organização civil, não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 2003, na Espanha. No Brasil, apresenta-se como uma filial e conta com a participação de leigos voluntários e colaboradores, independentemente da crença religiosa. Essa fundação faz parceria com as irmãs Filhas de Jesus e busca globalizar a solidariedade.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FASFI pelos caminhos de Minas Gerais



Enquanto alguns núcleos estão se animando nas Festas Juninas com tanta criatividade e dedicação para maior serviço em colaboração solidária, em outras localidades a pequena sementinha da FASFI vai sendo lançada e adubada para que MAIS VIDA aconteça.

Em fins de maio, Ir. Edna esteve em Leopoldina para um encontro com alguns membros que se dispuseram a retomar o desafio da missão de SER FASFI em seu contexto. Foi muito agradável este encontro, com nova proposta de trabalho, e desejando outros meios de divulgação da FASFI, como também de captação de recursos. Aproveitando a reunião da Comunidade Educativa no dia 1º de julho, o grupo se dispôs a preparar o material de apresentação geral da FASFI para os participantes.

                                 FASFI Núcleo de Leopoldina 2011
Em Montes Claros: no dia 18 de junho, reuniu-se um grupo de dezoito pessoas do bairro, convidadas e interessadas em conhecer um pouco da FASFI. Esteve com elas a Ir. Edna, apresentando-lhes a história, a missão e os horizontes da FASFI. As pessoas se dispuseram com muito ânimo a criar ali um núcleo. Pediram um segundo tempo de informação e formação para irem se capacitando e poderem se organizar em função deste serviço, o que ficou agendado para o mês de agosto.


                          Reunião em Montes Claros junho/2017

“Cândida Maria, teus passos deixaram já um caminho que hoje queremos andar”.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Vem ai o Encontro Nacional da FASFI .. Salve a data 05 de agosto !


O Núcleo da FASFI em Bragança Paulista/SP receberá voluntári@s e colaborador@s da FASFI para o 4o Encontro Nacional.

Momento impar de fazermos uma avaliação da caminhada, dos desafios e da conjuntura!

Se você já participa conosco, junte-se a nós neste Encontro!

Se você quer saber um pouco mais, venha também!

Preencha os dados da Ficha de Inscrição e envie o quanto antes sua inscrição  para  fasfibrasil@gmail.com 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Comemoração aniversário CEPROMM - Mais um ano de muita luta e muitas conquistas

A FASFI, "Fundação de Ajuda Solidária Filhas de Jesus", mais uma vez, esteve presente no dia 24 de maio no aniversário de 24 anos do CEPROMM, "Centro de Promoção para um Mundo Melhor".

Foi um dia de muitas alegrias em que celebramos o dia de Nossa Senhora Auxiliadora. Presenciamos o show de Talentos com as crianças e adolescentes e houve também alguns depoimentos de jovens que por lá passaram e que agora são protagonistas de sua história. Essa vivência nos faz encorajados a continuar esse trabalho voluntário com amor e dedicação.

Agradecemos a todos que fazem parte deste sonho e que neste decorrer dos 24 anos de trabalho vêm fazendo a diferença na vida dessas crianças, adolescentes e suas famílias.


Que Santa Maria Eufrásia em sua frase "Uma pessoa vale mais do que um mundo" nos fortaleça nessa caminhada.





Sabe escrever projetos e tem desejo de ajudar?




A FASFI -Núcleo Belo Horizonte está desenvolvendo o Projeto MÃOS DADAS:  uma ação de apoio técnico a organizações da sociedade civil na captação de recursos.





A sistemática é a seguinte:

-Aproximamos pessoas disponíveis de realidades que precisam de apoio. Mapeamos Editais e oportunidades de captação de recursos e apoiamos na elaboração descritiva dos respectivos projetos e tarefas afins .

Atualmente, nossa equipe de voluntários está intermediando ações de apoio técnico na elaboração de propostas técnicas para captação de recursos junto ao CDDOWN Centro de Desenvolvimento do Down Planalto/BH-MG (CNPJ: 05.763.634/0001-10)

Para expandir nossa ação que não envolve nenhuma remuneração, nem taxa de administração para FASFI , estamos  procurando pessoas disponíveis para essa ação voluntária em parceria.

A próxima entidade já está nos esperando..

O CCCAC está localizado na Região do Bairro Nova Pampulha, em Ribeirão das Neves, limítrofe com BH e está precisando desse apoio!



Gostou da ideia? 

Mande seu curriculum para o email fasfibrasil@gmail.com que entraremos em contato.

Na medida que ampliarmos nosso "Banco de Talentos Voluntários", vamos expandindo essa ação !


sábado, 3 de junho de 2017

FASFI Campinas na Celebração Mariana

No último dia 27 de maio, a FASFI Campinas (Fundação de Ajuda Solidária Filhas de Jesus), se fez presente, juntamente com pais, alunos, professores e equipe diretiva no Colégio Imaculada. Tivemos o privilégio de participar da lindíssima Celebração Mariana das crianças da Educação Infantil. Essa data especial foi comemorada com muita emoção, fé e alegria.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

Animar o ideal e criar processos...




“A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”Franz Kafka


Animar o ideal e criar processos...

Quero colocar algumas utopias e desafios na construção deste ideal chamado FASFI. Claro, dentro dos limites de visão e de conhecimento de quem escreve. Para isso é preciso lê-lo desde um desejo grande de cada um(a) e de todos que compõem esse "universo Fasfiano". O ponto de partida é o objetivo de globalizar a Solidariedade e a Justiça no mundo, que já é uma grande e pretensiosa aspiração.
Um primeiro desafio que foi colocado na formação dos primeiros grupos da FASFI era: como contagiar os leigos e irmãs neste empreendimento. Além do mais, não havia ainda nada concreto. O objetivo é globalizar a solidariedade pelo mundo; e a vida-missão de Santa Cândida animou a muitos no início. Deste ponto surgiram na caminhada algumas luzes e sombras que se precisaria enfrentar e nomear para continuar a seguir. A tentativa é de trazer para esta reflexão alguns pontos que foram sendo importantes e provocantes nestes tempos.
O binômio local x global é muito importante que seja levado em conta e que se tenha clareza de como integrá-lo em nossa consciência e em nossa ação. Às vezes se pode fazer um esforço gigantesco, e não fácil, de se projetar uma consciência global. Contudo, poderá ocorrer alguns perigos. Como por exemplo: que consciência global? Aquela ocidental e neo-liberal pregada pelo deus mercado que com seu poder sedutor torna mercadoria até a vida humana? Para mim a representação máxima desta ideologia está simbolizada no crime do século: o tráfico de pessoas.
O desafio ao olhar o mundo, é vê-lo desde esse nosso objetivo de globalização da Justiça e da Solidariedade. Para isso é preciso ter bases sólidas de enfrentamentos apoiadas sempre na Dignidade da Pessoa Humana, de toda a pessoa humana e no respeito ao planeta. Esse é o tesouro que penso devemos levar em vasos de barro. Esse horizonte precisa ser concebido numa forma de consciência vivencial e cotidiana. Dos grandes aos pequenos e cotidianos gestos de nossa vida. Cada um, cada grupo, poderá ver maneiras de crescer nesta experiência. Ex.: ao falar da falta d’água no mundo, eu preciso criar hábitos de consciência disso. Nada fanático! Algo simples, mas que faça criar comunhão e conectar-se com esta realidade.

Não podemos nos alijar do local, claro, devemos ter pés no chão, mesmo mirando ao horizonte. Sinto que precisa haver essa conexão de cada gesto e cada luta local para que esteja em comunhão com toda ação e presença da FASFI e de todas as ações em favor da vida no mundo. E ao mesmo tempo tenha a lucidez, uma metodologia inclusiva e emancipatória que promova a vida e o bem de cada grupo que se coloca em relação. Dizia sempre nos grupos da FASFI no Brasil: nosso pequeno gesto de enviar um convite da reunião, precisa estar em comunhão com todas as ações da FASFI no mundo. E ao mesmo tempo o local precisa ser pensado levando em conta seus processos, histórias, sujeitos, limites e potencialidades para que de fato provoque para a organização e cidadania.
Outro ponto que penso ser nevrálgico é a questão da Justiça e da Cidadania. É preciso ir além da solidariedade, e traçar caminhos de busca da justiça e da cidadania para todos. Ambas carecem estar pautadas pelos valores evangélicos que impulsionam nosso ideal e nossas práticas. Sem justiça a solidariedade poderá não  promover, poderá virar uma relação desigual: eu que posso dar e o outro que recebe. Promover uma cidadania ativa é caminho de libertação e de consciência coletiva, que abre novos horizontes para a formação de sujeitos de direitos, capazes de refletir e posicionar-se frente aos problemas e realidades.
O caminho da Justiça e da Cidadania não é um caminho fácil e rápido de se trilhar. É exigente e lento. Às vezes em determinados grupos não se poderá afrontá-las, sem antes ter um caminho prévio de resgate da dignidade humana e de uma mística encarnada que crie no sujeito valores e bases que possam sustentar a longa caminhada.
Tem me questionado muito, desde o Brasil e principalmente agora em Moçambique, a “indústria” dos Projetos (vide filme "Quanto custa ou é a quilo?" ). Fico muito preocupada com isto. A miséria não pode virar também objeto. É preciso ter clareza de nossos valores, da nossa identidade, dos nossos objetivos e principalmente o que nosso projeto vai trazer de fato em promoção para a vida dos sujeitos que serão beneficiados. Penso que um ponto importante que temos em nossos critérios é a questão da reciprocidade e de também do “levar em conta os sujeitos”: o valor social e vivencial que o mundo dos pobres nos oferta não há dinheiro que pague. E não é objeto, é conhecimento, é mística e instrumento de transformação de nossas vidas e de nosso mundo. Esse deve ser nosso Projeto. O financeiro  não se pode antepor a isso. Porque seria corrupção.
No cenário mundial os direitos humanos é um projeto proposto a todas as nações e seguimentos que se dizem democráticos. Entendo que os Direitos Humanos, respeitados a história e os processos de cada nação, superada uma visão apenas liberal e civilista dos mesmos, poderá ser para nossa missão um instrumento e bandeira a ser defendida e promovida.
Outra discussão que temos feito, nestes tempos, diz respeito à nossa ação voluntária juntos às pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nossos documentos já sinalizam para isso, mas no cotidiano ficamos preocupadas em ter um diferencial nesta ação, algo que sinalize e ao mesmo tempo nos comprometa com essas pessoas e realidades. Aquela reciprocidade que transforma não só as suas vidas, mas também a nossa e o horizonte de nossos projetos e ações.
O maior valor da FASFI não está no capital que não temos, não está somente em sua boa organização e nem num batalhão de voluntários ou projetos. O valor da FASFI está naqueles e aquelas que ela deseja servir e promover. Está no nosso desejo de ser luz e sal no mundo de todos os seus agentes, voluntários e colaboradores. Temos um caminho que já começamos a trilhar e que nos provoca a dar passos mais ousados de práxis, de comunhão e fraternidade universal.
A promoção da Justiça, Solidariedade, Cidadania e Direitos Humanos é o outro nome da profecia hoje em nosso mundo. Precisamos descobrir sinais, ações e posturas cada vez mais comprometidas com a promoção do Reino que é de Deus. Seja no anúncio, na denúncia e na proposição de um mundo mais humano e fraterno para todos.
Esse textinho no qual tentei expor algumas provocações não é tese, receita ou está de alguma forma fechado. É simplesmente uma motivação para a reflexão e o diálogo. Um bom encontro e trabalho a todas.
Termino com as palavras do profeta de nosso tempo, D. Pedro Casaldáliga: 

“No anhelamos comer la fruta vana.
Hijos de barro y libertad, nosotros,
en la común desolación humana,
no queremos ser dioses, sino otros.
Queremos ser y hacer hijos y hermanos
sobre la tierra madre compartida,
sin lucros y sin deudas en las manos,
sueltos los ríos claros de la vida.
Libres de querubines y de espadas,
queremos conjugar nuestras miradas,
todos iguales en el nuevo edén.
Y en los silencios de la tarde honda
sentir Tu paso amigo por la fronda
y el aire de Tu boca en nuestra sien”.



Em comunhão e em fraternidade, Joseilda A. A. Borges, FI , 01 de março de 2013

(Texto originariamente  apresentado como reflexão por ocasião do Encontro Internacional da FASFI em  República Dominicana no ano de 2013).

domingo, 21 de maio de 2017

A FASFI no BRASIL está de luto


Com enorme pesar comunicamos a tod@s a passagem da Irmã Joseilda Aparecida Andrade Borges, Delegada da FASFI no Brasil.

Sim, era ela ali agachada (a terceira da fila), em meio ao Grupo de Voluntárias que, junto dela, buscam fazer da globalização da solidariedade uma realidade...

Sim, não era por acaso que estava ali na simplicidade do serviço, na altura do pequeno, porque era assim que ela sabia ser...

Sim, não era por acaso que vivia com sua capanga à tiracolo, onde cabiam a grandiosidade dos seus sonhos junto à FASFI e também junto ao povo da rua...

Sim, era isso que ela gostava de ser e sabia ser como ninguém: fermento no meio do povo!

Nesse momento de perda e dor, nos consola saber que seu fermento permanece em nós e que seus sonhos seguirão embalados nas mãos de tantos que aceitaram seu convive inicial de sermos FASFI no Brasil.

Fica o aprendizado, fica o convite para continuar, fica a esperança da vida que se renova com a morte.

Ficam as lembranças e fica o convite de levar adiante esse sonho de solidariedade que se materializa nos propósitos da FASFI.

Ainda sob o impacto da notícia que não queríamos estar publicando, fica a certeza de que o sonho não acabou!

JOSEILDA, PRESENTE!


(Velorio no dia 21 de maio a partir das 8h na Casa Santíssima Trindade e às 14h, eucaristia de corpo presente (Rua Madre Cândida, 241. BH-MG ).  Sepultamento às 16h no Parque da Colina, em BH)