Quem somos

A FASFI – Fundação de Ajuda Solidária Filhas de Jesus é uma organização civil, não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 2003, na Espanha. No Brasil, apresenta-se como uma filial e conta com a participação de leigos voluntários e colaboradores, independentemente da crença religiosa. Essa fundação faz parceria com as irmãs Filhas de Jesus e busca globalizar a solidariedade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Mulher, mãe, filha, policial e Fasfiana

Como ser tudo isso? Nos dias de hoje, corremos contra o tempo devido aos inúmeros compromissos e responsabilidades. Encontramos em cada situação um jeito novo de resolver as coisas. Deixamos de ser mulher, para ser mãe, dividimos o tempo para sermos filha, para trabalhar e no meu caso, ser policial, e ainda há tempo para ser Fasfiana.

                                Tenho muito orgulho daquilo que faço, agradeço por ter um trabalho e o faço com respeito e acima de tudo pelo amor ao próximo.

                                Ser policial é ter que ser forte, é perseverar, é ter garra, é ter fé, é ser solidária com o outro, com os problemas do outro, com aquele que me procura e se me procura é porque precisa de ajuda.  Em que consiste essa ajuda? A ajuda consiste, na maioria das vezes, em apenas OUVIR, em orientar as pessoas a seguirem em frente mesmo diante de tanta violência porque passam, já que não têm para onde ir. Assim, consigo dar um colorido à vida de quem sofre. As pessoas nos procuram quando não aguentam mais a própria vida e como último recurso destinam-se à Delegacia de Defesa da Mulher, onde vão com tanta fé e esperança na certeza de que vão encontrar ajuda. Sabemos que, apesar da vergonha, querem encontrar uma saída. Em cada olhar desconsolado, em cada hematoma é a hora da ação.  São fatos reais e não apenas como em uma novela. Esses fatos que não podem ser ignorados, são marcas profundas, cicatrizes... em muitos casos o fim.

                                Diante de tantas reponsabilidades, nós mulheres, mães e profissionais nos deparamos com tais situações que inicialmente nos amedrontam, nos magoam, nos atingem, mas também nos proporcionam autoconhecimento, nos descobrimos como gente e concluímos que ajudamos e precisamos de ajuda.

                                Sendo mãe, filha e policial, descobri a solidariedade e ver o problema do outro e estender as mãos com o coração. Assim, descobrimos uma força dentro de nós mesmos, que era desconhecida. Isso também é ser Fasfiana, boa e corajosa, como queria Madre Cândida.   Não devemos desistir, pois a própria Madre Cândida dizia às irmãs: “Não se assustem Filhas, seja o que Deus quiser”.
                                Esse testemunho é de uma guerreira que poderia sim fazer o seu trabalho, se amargurar com tanta injustiça e falta de amor, mas graças a sua fé e vontade de ser uma semente nesse mundo escolheu se doar no trabalho e no voluntariado. Aprendemos que ser voluntário não é apenas participar de uma fundação de solidariedade para arrecadar fundos ou desenvolver atividades que colaborem e proporcionem a inserção dos excluídos na sociedade, ser Fasfiana é fazer o bem todos os dias, a qualquer um, em qualquer situação.

                                Conheça a FASFI...faça o seu melhor e ajude-nos a ser melhores.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Lúcia

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Chegou a Primavera, vamos florescer!


No dia 22 de setembro terá início a mais bela estação do ano, a primavera, caracterizada no Brasil pelo desabrochar das flores e pelo aquecimento da temperatura. Maso que realmente chama a nossa atenção são as flores, em suas milhares de espécies e dentre todas, escolhemos as orquídeas para falar. São delas que podemos tirar muitas lições para nossas vidas. Força, delicadeza, beleza, perfume, encantamento, bravura são alguns adjetivos que podemos lhes dar.
Quando você compra ou ganha uma orquídea a planta cheia de flores é maravilhosa, de suave perfume, porém a duração da floração é bastante variada. Pode chegar a 90 dias, outras entre um e três dias. Dentre toas as espécies, há aquela com flores de curta duração, porém produzidas em sucessão com floradas de, no máximo, cinco dias, mas que acontecem várias vezes ao ano.
Colecionadores apostam em seu cultivo devido à beleza sem igual de suas flores. Seu trato é simples e não requer cuidados especiais. A única exigência é plantá-la em cachepôs de madeira ou outro recipiente vazado, porque as flores crescem pelo fundo do vaso. Dificilmente marcamos o dia que ganhamos a flor e, depois que as flores morrem, simplesmente a deixamos em um cachepô ou amarrada a uma árvore sem grandes cuidados. Quase no abandono.
Ela fica ali por tempos sem ser notada, elogiada, mimada, molhada com carinho, mas pouco importa, porque suas raízes permanecem crescendo, buscando água, energia, sol, luz, meios para se manter viva, mesmo que não tenha suas lindas flores a ganhar elogios e atenção. E cresce de baixo para cima, de dentro para fora...
            Penso que muitas vezes somos “orquídeas” principalmente nós mulheres, que cuidamos de todos afazeres de casa, trabalho, filhos, maridos, lutamos para que tudo saia certo e dê certo, mas muitas vezes não somos percebidas ou não nos dão atenção.
Imagino como se sentem as orquídeas que sabem que sua beleza não está completa, mas com certeza isso não a impede de continuar sendo uma planta forte e enraizada buscando manter-se saudável.
            Quantas pragas tentam tomar conta daqueles caules muitas vezes fracos e finos, quase secos, ventos fortes, chuvas de granizo, sol escaldante e falta de água intercalam seus dias em cada longo ano, mas bravamente ela não se deixa abater. Discretamente, brotos firmes começam a surgir.
Nós, muitas de nós, lutamos para manter nossa saúde, livre de “pragas”, por exemplo do câncer, que tenta acabar com nosso perfume e beleza, nos arranca as folhas, nos deixa carecas, secas ou inchadas e debilitadas e lá ficamos tentando reagir no nosso silêncio, para manter o nosso “caule” em pé.
Às vezes nos “arrancam” de um lugar, nos colocam em outras situações, com novos ares, novas “temperaturas”, com novos desafios e nos adaptamos a todas as mudanças e permanecemos firmes... Eu me inspiro na coragem, persistência e beleza das orquídeas quando, em uma manhã qualquer, desabrocham seus botões nos dando lição de vida, com suas perfeitas flores, nas suas maravilhosas cores, prontas para vivenciar mais uma Primavera.
E é, justamente a partir do valor da vitória, do processo de renascimento que se confirma o amor pela vida, pelo próximo, pela caridade e pelo bem. A dor da luta pode trazer cicatrizes que não se apagarão. Os galhos ficarão marcados, algumas folhas e brotos se perderão nesse processo, mas a beleza final é o que importa.  Então, que nossas lutas nos permitam desabrochar para o amor ao desconhecido, aos que ainda estão expostos ao sol, sem água, sem alimento... Desabrochemos para o amor...


Fabiana e Lucilene – FASFIANAS que venceram a luta contra o câncer e descobriram que amar é a melhor cura.




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Olimpíadas e amor ao próximo? Por quê?

O mês de agosto deste ano foi muito especial para todos nós brasileiros. Estamos felizes porque para nós as Olimpíadas ocorreram em nossa casa, em nosso país. Foram 42 modalidades Olímpicas, em 19 dias de competição, 306 provas valeram medalhas (136 femininas, 161 masculinas e 9 mistas). Recebemos mais de 200 países que fazem parte do Comitê Olímpico Internacional (COI). Neste mês, torcemos por todos e para que tudo acontecesse de forma alegre, viva e esperançosa.

Imagem retirada: http://blog.unibh.br/como-as-olimpiadas-2016-podem-ser-abordadas-no-vestibular/

E ao final, tivemos experiências boas e ruins, felizes e tristes... alguns campeões e derrotados... Ficamos empolgados com os jogos, acontecimentos, festas e tudo o que foi realizado durante as Olímpiadas.
Mas, me pergunto: qual a nossa disposição como “amadores da vida”? Buscaremos distribuir gentileza, boa vontade e interesse pelo próximo com o mesmo entusiasmo que procuramos pelas moedas da edição comemorativa com as modalidades disputadas estampadas? Teremos interesse em nos tornamos mascotes de algum lugar, instituição ou bairro que necessita da nossa pessoa ou imagem como representante visual ou identificador de uma marca, uma empresa ou evento, assim como nos atentamos aos mascotes das Olímpiadas?
Então vem a reflexão. O que queremos para nossas vidas? Administrar nosso tempo? Treinar para ocupar o pódio? Estar em primeiro lugar? Aceitar a derrota? Independente da nossa escolha, precisamos ao menos nos dar o direito de repensar nossas expectativas, nossas projetos, metas e por que não ser o incentivador para sonhar o sonho do outro?

Podemos ser o trampolim para uma criança no seu primeiro mergulho, a barra de apoio para a sua primeira acrobacia, a mesa que dá impulso para o seu primeiro salto, o remo que impulsiona o barco, o vento que direciona a vela, a vara que permite saltos cada vez mais altos, a marca da linha de chegada como símbolo de esperança e sonhos alcançados. Mas, podemos ser também o peso do arremesso muitas vezes difícil de ser manuseado, o obstáculo que atrapalha a passada durante a corrida, o escorregão na largada que reduz a velocidade e diminui as chances de vitória e outras tantas situações que atrapalham a presença no pódio para qualquer campeão.

Imagem retirada: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/olimpiada-no-rio/2016/08/1803278-descanso-nos-200-m-faz-velocistas-apostarem-em-tempos-melhores.shtml

O que podemos escolher? 

Seja qual for a ajuda, a modalidade, faça a diferença. Comece do começo... Todos têm direito de ao menos ver a linha de chegada, seja você o apito inicial dessa partida.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

GERENTE EXECUTIVA DA FASFI EM VISITA AO BRASIL


A Gerente Executiva da FASFI, com sede na Espanha, esteve em visita ao Brasil,recentemente.
A presença da Irmã Maria Soledade Mena Oliveira marca a primeira visita externa a uma filial da FASFI no contexto do seu mandato de gestora, iniciado em outubro de 2015.
Foi um momento rico e que nos encheu de esperanças e convicção de que estamos no  caminho certo.
E o início da sua estada no Brasil se deu num momento impar, pois a cidade que a acolhia tinha acabado de ser reconhecida como Patrimônio da Humanidade pelo Conjunto Modernista da Pampulha.


Teve também presença em ato em defesa da democracia, onde pode colher elementos para avaliar a analisar  o delicado momento político que experimenta o Brasil.
 Fomos dar a conhecer a experiência de voluntários da FASFI em instituições de acolhimento institucional na cidade de Belo Horizonte, bem como outros projetos sociais na cidade de Campinas




E, mais especialmente, participou conosco do 3o. Encontro Nacional da FASFI realizado em Campinas .
Muitas oportunidades de diálogo, onde a abertura e a convergência de identidade superou a barreira da linguagem .







Ficam as lembranças que a sua presença nos deixou e temos certeza que ela também levou consigo a marca da acolhida brasileira e a forte esperança na missão de globalizar a solidariedade.



domingo, 17 de julho de 2016

Construindo memórias afetivas

   
E o sábado d@s voluntári@s e colaborador@s da FASFI em Belo Horizonte começou de um jeito especial...

  
 Era dia de fazer viva as letras do Estatuto da Criança e do Adolescente que propõe uma ação conjunta e permanente da Família, da Sociedade e do Estado na proteção integral de crianças e adolescentes.

   
    Era dia de experimentar a graça de poder conviver com crianças e adolescentes que, mesmo em situação de violação de direitos, podiam contar com a presença solidária da sociedade em forma de pessoas livremente comprometidas com a solidariedade que aproxima, educa e cativa.

   Para as crianças da Casa dos Pequenos e da Casa dos Irmãos da Associação Irmão Sol, o dia nasceu cercado de muita expectativa e ansiedade. Tempo de brincar, de interagir e de se distrair intensamente.

  A trupe de palhaços deu piruetas e pulou da cama...


  Educador@s das Unidades e voluntári@s que são presença solidária nas Casas permanentemente também estavam ali pra somar força. Quem não pode ir estava ali de coração!


    A magia do Rubadel nunca foi tão encantadora e num piscar de olhos lá estava ele e sua equipe.                                          
                                       

 A equipe de retaguarda na cozinha derramava delicadeza na preparação dos "comes e bebes".

  Também tinha chegado o dia de experimentar a delicadeza do trio de educadores físicos que preparou um circuito de atividades circenses e acrobáticas que desafiava cada criança e adolescente no seu universo particular infinito de possibilidades.

                                         

  O milho de pipoca, as embalagens para servir, os copos, guardanapos, sucos, refrigerantes, pães. molhos e salsichas foram chegando antes, ao longo da semana, das mãos que sabem fazer a diferença.

 O guarda-chuvas de pirulito, o algodão doce vieram adoçar ainda mais essa manhã cheia de afeto e de muita colaboração.



 Uma sinergia no ar e pelos corações que batiam forte.

 E na simplicidade do encontro, a certeza de que, mais que solidariedade, a gente tem colaborado na construção de memórias afetivas que vão ajudar estas crianças a (re)construir sua fé na humanidade, num mundo que acolhe e protege cada criança.




E foi assim, mais um capítulo da nossa presença solidária!

 Obrigada a tod@s que fizeram este dia acontecer! 






quinta-feira, 16 de junho de 2016

Festa sim, violência não!



As festas juninas fazem parte da nossa cultura desde o século XVII e possuem esse nome por justamente acontecer no referido mês de junho1. Além das diversas danças e trajes típicos, temos as comidas e bebidas que completam o “Arraial”. Para nós da FASFI/Campinas é uma grande oportunidade de distribuir alegria e, junto com as inúmeras bandeirinhas coloridas que enfeitam a festa do Instituto Educacional Imaculada, é também oportuno se doar na barraca que vende doces típicos para prover os projetos sociais atendidos pela Fundação.
Curiosamente, a origem das festas juninas tem sua base em rituais dos antigos povos germânicos e romanos que prestavam homenagens a diversos deuses aos quais eram atribuídas as funções de garantir boas plantações, boas colheitas, fertilidade etc. Essas festas aconteciam durante a passagem do inverno para o verão, que, no centro-sul da Europa, acontece no mês de junho e era realizada com muitos balões, fogueiras, danças e cânticos1.   “A religiosidade popular absorveu de forma muito profunda essa mistura das festividades pagãs com a doutrina cristã” (FERNANDES, 2016) e, com “a colonização do Brasil pelos portugueses a partir do século XVI, as festividades juninas aqui foram se estabelecendo, sem maiores dificuldades, e ganhando um feitio próprio” (FERNANDES, 2016).
Durante essas festividades nos permitimos nos aproximar como grupo e dançar o “tour” ou o “balancê”, colocar roupas coloridas, fazer pintinhas no rosto das meninas e bigode nos meninos, assim como nos alegramos com os encontros e com as músicas. Os ruídos nesse período de festas juninas são, na maioria, de bombas, foguetes, buscapés, estalinhos que nos fazem esquecer da tristeza que envolve nossos dias atuais. O casamento forçado só acontece na quadrilha, a única arma é a do pai da noiva, que se preciso for, com sua espingarda garante o “casório” e a violência só aparece no empurra-empurra se for para dar espaço e passar no “túnel” feito com as mãos dos pares ou para puxar o braço da parceira e atravessar no “galope” de um lado a outro o espaço preenchido pela dança.
Diferente deste cenário colorido e musicalmente alegre, temos do outro lado do muro um número alarmante de casos de violência nas mais diversas formas que nos preocupam e amedrontam. A violência nas suas diferentes configurações, pode ser caracterizada contra a mulher, a criança, o idoso, pela violência sexual, política, psicológica, física, verbal, dentre outras (CAMARGO, 2016)2. Um olhar rápido nas notícias atuais e encontraremos fatos que nos deixam perplexos diante de tamanha crueldade. Crueldade no estupro coletivo, nas mulheres que apanham todos os dias, nos jovens mortos por motivos banais, nas discussões entre famílias, por agressões verbais sofridas na escola por seus filhos, na exposição sem critério de fatos cotidianos nas mídias sociais, nos idosos agredidos por seus “cuidadores’, nos filhos abandonados à sorte por seus pais que estão em busca de satisfação pessoal, ascensão profissional, na droga ou na simples ausência do “amar” aquele que gerou ou escolheu ser filho do coração.
Pesquisas como o Atlas da Violência apontam que o Brasil bateu recorde no número de homicídios que tem os negros em sua maioria3. Em março deste ano, outro levantamento indicava que mais de um milhão de mulheres sofrem violência doméstica no nosso país4 e, segundo dados do Superior Tribunal de Justiça, a cada três horas uma mulher é estuprada no Brasil5. Esses são alguns dos muitos exemplos de dados alarmantes que assombram nossa realidade. O aumento do número de pessoas nos grandes centros, a circulação de ônibus pelos bairros e a jornada de trabalho noturno são alguns dos motivos para tamanho aumento na violência e nesse tipo de crime.
Diante de um cenário agora cinzento e na maioria das vezes vermelho pelo sangue derramado, nos esquecemos das bandeirinhas, das flores nos vestidos e toalhas coloridas das mesas que se espalham pelas festas. A cantoria dos violeiros, os acordes da sanfona agora são substituídos pelo silêncio da insegurança e do medo de um dia ter feito ou fazer parte das estatísticas atualizadas diariamente pelos órgãos responsáveis em encontrar uma saída para referido problema. Os números cantados pelo responsável pelo bingo agora se tornam distantes e são substituídos pelos gritos daqueles que agonizam e se sentem sozinhos diante do que sofre todos os dias ou apenas uma vez, mas que possuem marcas que talvez o tempo não consiga apagar.
E para nós fica o convite intransferível, individual e coletivo de refletirmos o quão violento temos sido com nossos entes queridos, com nosso amigos, nossos colegas de trabalho, nossos filhos e, principalmente, nosso próximo que insistimos em deixar do lado de fora da “festa” e bem longe do nosso “muro”. Nos indignamos, mas não nos envolvemos. Não nos preocupamos com os que estão inseridos em qualquer modalidade de violência porque ainda estamos anestesiados em tentar apagar da memória aquele caso, aquela história ou imagem ou vídeo que mesmo do outro lado da cidade, do estado, do país, do mundo nos atingem diretamente.
O coração petrificado por tamanhos absurdos por um momento sofre por todos, mas por achar ser impotente volta ao seu estado anterior e permanece estático parecendo não pulsar. Estamos nos violentando a cada dia quando decidimos aceitar que não podemos mudar, dedicar mais tempo aos que estão conosco e, principalmente, nos envolver com àqueles que decidiram acompanhar de perto essas pessoas. Deixemos nosso lugar de vítima e busquemos no compasso da quadrilha uma forma de ajudar os que sofrem os mais diversos tipos de violência, seja cumprimentando  o compadre ou a comadre que foi abandonado pela família num asilo, seja pegando na mão da dama que está num abrigo para fazer um grande passeio e conversar e assim esquecer as marcas da violência sofrida no “aconchego” do seu lar, seja mentindo que havia cobra no caminho ou a ponte estava quebrada, apenas para abrir um sorriso no rosto da criança que espera voltar para sua família ou seja levando uma coberta ou um alimento em tantas instituições que acolhem todos os tipos de vítimas.
Se ao menos tentarmos fazer parte da grande roda poderemos, então, participar do grande baile e dizer aos que estão ao nosso redor que embora saibamos que o conceito de violência que é o “constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem”6, optamos pelo conceito de solidariedade “condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos, de modo a constituir o grupo unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora”6.

Lucilene Ap. Forcin Cazumbá




1. FERNANDES, Cláudio. "Festas Juninas"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/festa-junina.htm>. Acesso em 09 de junho de 2016.

2. CAMARGO, Orson. "Violência no Brasil, outro olhar"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/violencia-no-brasil.htm>. Acesso em 09 de junho de 2016.


4. BBC. Brasil. “Violência doméstica: 5 obstáculos que mulheres enfrentam para denunciar” Disponível em: <http://delas.ig.com.br/comportamento/2015-12-10/violencia-domestica-5-obstaculos-que-mulheres-enfrentam-para-denunciar.html> Acesso em 09 de junho de 2016.


5. Bom dia Brasil. “Uma mulher é estuprada a cada três horas no Brasil”. Disponível em: < http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/01/uma-mulher-e-estuprada-cada-tres-horas-no-brasil.html> Acesso em 09 de junho de 2016.

6. MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em: < http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php> Acesso em 09 de junho de 2016