Quem somos

A FASFI – Fundação de Ajuda Solidária Filhas de Jesus é uma organização civil, não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 2003, na Espanha. No Brasil, apresenta-se como uma filial e conta com a participação de leigos voluntários e colaboradores, independentemente da crença religiosa. Essa fundação faz parceria com as irmãs Filhas de Jesus e busca globalizar a solidariedade.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

GERENTE EXECUTIVA DA FASFI EM VISTA AO BRASIL

 A Gerente Executiva da FASFI, com sede na Espanha, esteve em visita ao Brasil recentemente.
A presença da Irmã Maria Soledade Mena Oliveira marca a primeira visita externa a uma filial da FASFI no contexto do seu mandato de gestora, inicado em outubro de 2015.
Foi um momento rico e que nos encheu de esperanças e convicção de que estamos noca minho certo.
E o início da sua estada no Brasil se deu num momento impar, pois a cidade que a acolhia tinha acabado de ser reconhecida como Patrimônio da Humanidade relacioando ao Conjunto Modernista da Pampulha.

 Teve também presença em ato em defesa da democracia, onde pode colher elementos para avaliar a analisar  o delicado momento político que experimenta o Brasil.
 Fomos dar a conhecer a experiência de voluntários da FASFI em instituições de acolhiento institucional na cidade de Belo Horizonte, bem como na cidade de Campinas




E, mais especialmente, participou conosco do 3o. Encontro Nacional da FASFI realizado em Campinas .
Muitas oportunidades de diálogo, onde a abertura e a convergência de identidade superou a barreira da linguagem .







 Ficam as lembranças que a sua presença nos deixou e temos certeza que ela também levou consigo a marca da acolhida brasileira e a forte esperança na missão de globalizar a solidariedade.



domingo, 17 de julho de 2016

Construindo memórias afetivas

   
E o sábado d@s voluntári@s e colaborador@s da FASFI em Belo Horizonte começou de um jeito especial...

  
 Era dia de fazer viva as letras do Estatuto da Criança e do Adolescente que propõe uma ação conjunta e permanente da Família, da Sociedade e do Estado na proteção integral de crianças e adolescentes.

   
    Era dia de experimentar a graça de poder conviver com crianças e adolescentes que, mesmo em situação de violação de direitos, podiam contar com a presença solidária da sociedade em forma de pessoas livremente comprometidas com a solidariedade que aproxima, educa e cativa.

   Para as crianças da Casa dos Pequenos e da Casa dos Irmãos da Associação Irmão Sol, o dia nasceu cercado de muita expectativa e ansiedade. Tempo de brincar, de interagir e de se distrair intensamente.

  A trupe de palhaços deu piruetas e pulou da cama...


  Educador@s das Unidades e voluntári@s que são presença solidária nas Casas permanentemente também estavam ali pra somar força. Quem não pode ir estava ali de coração!


    A magia do Rubadel nunca foi tão encantadora e num piscar de olhos lá estava ele e sua equipe.                                          
                                       

 A equipe de retaguarda na cozinha derramava delicadeza na preparação dos "comes e bebes".

  Também tinha chegado o dia de experimentar a delicadeza do trio de educadores físicos que preparou um circuito de atividades circenses e acrobáticas que desafiava cada criança e adolescente no seu universo particular infinito de possibilidades.

                                         

  O milho de pipoca, as embalagens para servir, os copos, guardanapos, sucos, refrigerantes, pães. molhos e salsichas foram chegando antes, ao longo da semana, das mãos que sabem fazer a diferença.

 O guarda-chuvas de pirulito, o algodão doce vieram adoçar ainda mais essa manhã cheia de afeto e de muita colaboração.



 Uma sinergia no ar e pelos corações que batiam forte.

 E na simplicidade do encontro, a certeza de que, mais que solidariedade, a gente tem colaborado na construção de memórias afetivas que vão ajudar estas crianças a (re)construir sua fé na humanidade, num mundo que acolhe e protege cada criança.




E foi assim, mais um capítulo da nossa presença solidária!

 Obrigada a tod@s que fizeram este dia acontecer! 






quinta-feira, 16 de junho de 2016

Festa sim, violência não!



As festas juninas fazem parte da nossa cultura desde o século XVII e possuem esse nome por justamente acontecer no referido mês de junho1. Além das diversas danças e trajes típicos, temos as comidas e bebidas que completam o “Arraial”. Para nós da FASFI/Campinas é uma grande oportunidade de distribuir alegria e, junto com as inúmeras bandeirinhas coloridas que enfeitam a festa do Instituto Educacional Imaculada, é também oportuno se doar na barraca que vende doces típicos para prover os projetos sociais atendidos pela Fundação.
Curiosamente, a origem das festas juninas tem sua base em rituais dos antigos povos germânicos e romanos que prestavam homenagens a diversos deuses aos quais eram atribuídas as funções de garantir boas plantações, boas colheitas, fertilidade etc. Essas festas aconteciam durante a passagem do inverno para o verão, que, no centro-sul da Europa, acontece no mês de junho e era realizada com muitos balões, fogueiras, danças e cânticos1.   “A religiosidade popular absorveu de forma muito profunda essa mistura das festividades pagãs com a doutrina cristã” (FERNANDES, 2016) e, com “a colonização do Brasil pelos portugueses a partir do século XVI, as festividades juninas aqui foram se estabelecendo, sem maiores dificuldades, e ganhando um feitio próprio” (FERNANDES, 2016).
Durante essas festividades nos permitimos nos aproximar como grupo e dançar o “tour” ou o “balancê”, colocar roupas coloridas, fazer pintinhas no rosto das meninas e bigode nos meninos, assim como nos alegramos com os encontros e com as músicas. Os ruídos nesse período de festas juninas são, na maioria, de bombas, foguetes, buscapés, estalinhos que nos fazem esquecer da tristeza que envolve nossos dias atuais. O casamento forçado só acontece na quadrilha, a única arma é a do pai da noiva, que se preciso for, com sua espingarda garante o “casório” e a violência só aparece no empurra-empurra se for para dar espaço e passar no “túnel” feito com as mãos dos pares ou para puxar o braço da parceira e atravessar no “galope” de um lado a outro o espaço preenchido pela dança.
Diferente deste cenário colorido e musicalmente alegre, temos do outro lado do muro um número alarmante de casos de violência nas mais diversas formas que nos preocupam e amedrontam. A violência nas suas diferentes configurações, pode ser caracterizada contra a mulher, a criança, o idoso, pela violência sexual, política, psicológica, física, verbal, dentre outras (CAMARGO, 2016)2. Um olhar rápido nas notícias atuais e encontraremos fatos que nos deixam perplexos diante de tamanha crueldade. Crueldade no estupro coletivo, nas mulheres que apanham todos os dias, nos jovens mortos por motivos banais, nas discussões entre famílias, por agressões verbais sofridas na escola por seus filhos, na exposição sem critério de fatos cotidianos nas mídias sociais, nos idosos agredidos por seus “cuidadores’, nos filhos abandonados à sorte por seus pais que estão em busca de satisfação pessoal, ascensão profissional, na droga ou na simples ausência do “amar” aquele que gerou ou escolheu ser filho do coração.
Pesquisas como o Atlas da Violência apontam que o Brasil bateu recorde no número de homicídios que tem os negros em sua maioria3. Em março deste ano, outro levantamento indicava que mais de um milhão de mulheres sofrem violência doméstica no nosso país4 e, segundo dados do Superior Tribunal de Justiça, a cada três horas uma mulher é estuprada no Brasil5. Esses são alguns dos muitos exemplos de dados alarmantes que assombram nossa realidade. O aumento do número de pessoas nos grandes centros, a circulação de ônibus pelos bairros e a jornada de trabalho noturno são alguns dos motivos para tamanho aumento na violência e nesse tipo de crime.
Diante de um cenário agora cinzento e na maioria das vezes vermelho pelo sangue derramado, nos esquecemos das bandeirinhas, das flores nos vestidos e toalhas coloridas das mesas que se espalham pelas festas. A cantoria dos violeiros, os acordes da sanfona agora são substituídos pelo silêncio da insegurança e do medo de um dia ter feito ou fazer parte das estatísticas atualizadas diariamente pelos órgãos responsáveis em encontrar uma saída para referido problema. Os números cantados pelo responsável pelo bingo agora se tornam distantes e são substituídos pelos gritos daqueles que agonizam e se sentem sozinhos diante do que sofre todos os dias ou apenas uma vez, mas que possuem marcas que talvez o tempo não consiga apagar.
E para nós fica o convite intransferível, individual e coletivo de refletirmos o quão violento temos sido com nossos entes queridos, com nosso amigos, nossos colegas de trabalho, nossos filhos e, principalmente, nosso próximo que insistimos em deixar do lado de fora da “festa” e bem longe do nosso “muro”. Nos indignamos, mas não nos envolvemos. Não nos preocupamos com os que estão inseridos em qualquer modalidade de violência porque ainda estamos anestesiados em tentar apagar da memória aquele caso, aquela história ou imagem ou vídeo que mesmo do outro lado da cidade, do estado, do país, do mundo nos atingem diretamente.
O coração petrificado por tamanhos absurdos por um momento sofre por todos, mas por achar ser impotente volta ao seu estado anterior e permanece estático parecendo não pulsar. Estamos nos violentando a cada dia quando decidimos aceitar que não podemos mudar, dedicar mais tempo aos que estão conosco e, principalmente, nos envolver com àqueles que decidiram acompanhar de perto essas pessoas. Deixemos nosso lugar de vítima e busquemos no compasso da quadrilha uma forma de ajudar os que sofrem os mais diversos tipos de violência, seja cumprimentando  o compadre ou a comadre que foi abandonado pela família num asilo, seja pegando na mão da dama que está num abrigo para fazer um grande passeio e conversar e assim esquecer as marcas da violência sofrida no “aconchego” do seu lar, seja mentindo que havia cobra no caminho ou a ponte estava quebrada, apenas para abrir um sorriso no rosto da criança que espera voltar para sua família ou seja levando uma coberta ou um alimento em tantas instituições que acolhem todos os tipos de vítimas.
Se ao menos tentarmos fazer parte da grande roda poderemos, então, participar do grande baile e dizer aos que estão ao nosso redor que embora saibamos que o conceito de violência que é o “constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem”6, optamos pelo conceito de solidariedade “condição grupal resultante da comunhão de atitudes e sentimentos, de modo a constituir o grupo unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face da oposição vinda de fora”6.

Lucilene Ap. Forcin Cazumbá




1. FERNANDES, Cláudio. "Festas Juninas"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/festa-junina.htm>. Acesso em 09 de junho de 2016.

2. CAMARGO, Orson. "Violência no Brasil, outro olhar"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/violencia-no-brasil.htm>. Acesso em 09 de junho de 2016.


4. BBC. Brasil. “Violência doméstica: 5 obstáculos que mulheres enfrentam para denunciar” Disponível em: <http://delas.ig.com.br/comportamento/2015-12-10/violencia-domestica-5-obstaculos-que-mulheres-enfrentam-para-denunciar.html> Acesso em 09 de junho de 2016.


5. Bom dia Brasil. “Uma mulher é estuprada a cada três horas no Brasil”. Disponível em: < http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/01/uma-mulher-e-estuprada-cada-tres-horas-no-brasil.html> Acesso em 09 de junho de 2016.

6. MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em: < http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php> Acesso em 09 de junho de 2016



sexta-feira, 3 de junho de 2016

FASFI presente no Encontro de Economia Popular Solidária


A FASFI esteve presente no II Seminário de Economia Popular Solidária, que neste ano teve como tema “Uma Outra Economia Acontece”: O Fortalecimento dos Empreendimentos de Economia Popular Solidária e o Papel das Incubadoras de Tecnologias Sociais.


Como um dos objetivos era promover a produção e a disseminação de conhecimento, relacionado ao movimento de Economia Popular Solidária, a FASFI, na pessoa da assessora Maria Estelita Marques, foi marcar presença e se aproximar institucionalmente desta temática que está sinalizada para o nosso trabalho.



Destaque foi dado para o Plano nacional de Economia Popular Solidária enquanto um instrumento de orientação da política pública, formulado a partir da análise do contexto e de uma visão de futuro, a partir dos quais são definidos objetivos, _ estratégias e linhas de ação (prioridades) para a sua operacionalidade que orientam a formulação de projetos e ações.

Para Estelita, “ ...na Economia Solidária se pensa juntos, todos contribuindo, cada um com o seu saber e na partilha de tudo que se arrecada”.

Estamos nos capacitando e buscando nos aproximar institucionalmente destas discussões para que possamos fazer do nosso Planejamento com foco no empoderamento da mulher em realidades de exclusão, a partir do eixo da Economia Solidária se torne uma realidade. 



quinta-feira, 26 de maio de 2016

O amor aquecendo vidas

E chegou o mês de maio.... mês de Maria, mãe de todas as mães, que com sua elegância espiritual nos ensina a servir e aceitar o “Faça-se”. É nessa sintonia nesse amor maior e incondicional que nos propomos a ajudar ao próximo.

A FASFI/Campinas, neste mês, por meio de colaboradores e voluntários  realiza eventos para a venda de picolés, chocolates quentes e cappuccino, durante as olimpíadas no Instituto Educacional Imaculada para arrecadação de valores que serão destinados de acordo com necessidade dos projetos atendidos pela fundação.

E, de imediato, pensando em picolé, chocolate quente e cappuccino nos vem à lembrança o frio e o quente, o gelado refrescante e o calor aconchegante. E assim como não pensar em nossos irmãos que estão por aí expostos às temperaturas frias sem a possibilidade de poder se aquecer com alguma bebida em algum momento do dia.? Nessa época do ano, são inúmeras as campanhas de agasalhos, cobertores, sopas e bebidas quentes para serem distribuídas aos que mais precisam.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre os anos de 2007 e 2008 uma pesquisa em 71 cidades brasileiras com população superior a 300 mil habitantes, abrangendo as capitais (exceto São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre), havia uma população de 31.922 indivíduos que utilizam as ruas como moradia, sendo esses números bem maiores, pois cidades importantes não se incluíram na pesquisa1. 

O surgimento da população em situação de rua é um dos reflexos da exclusão social, que atinge e prejudica uma quantidade maior de pessoas que não se enquadram no atual modelo econômico e, mais do que isso, pela falta de amor nos lares em constante violência física e verbal que transformam suas vidas e impulsionam esses indivíduos a se abrigarem neste mundo “descoberto”.

Dentre os municípios brasileiros que possuem mais moradores em situação de rua está Campinas com 1.027.  O abandono, nesse caso, não é apenas o material do alimento ou da roupa, mas da possibilidade do voltar para a casa, de ser recebido, aceito e amado. Diante deste cenário, nossa reflexão para o mês de maio é no sentido de observar se estamos aceitando, acolhendo e amando o nosso próximo como Maria o fez. A começar pelos nossos familiares, nossos amigos, nossos vizinhos e, principalmente, os transeuntes que vão e vêm todos os dias ao nosso redor. Praticar a caridade está além de doar um agasalho ou um alimento, ser caridoso é querer para o próximo o que quer para si.

Nos dias atuais, somos consumidos por estímulos tecnológicos, alheios ao nosso controle e que nos desviam do olhar ao próximo que literalmente esbarra em nós diariamente. Em meio a tantos empurrões, somos chamados a despertar nosso olhar para os que fazem parte da nossa casa, nosso bairro, nossa cidade, nossas ruas... despertar nossas mãos para doar o que não nos serve, abraçar os que mais precisam, trabalhar fisicamente para alimentar os desamparados e acima de tudo, mudar a temperatura do nosso coração.

Que o frio venha para, de maneira diferente, congelar nossos sentidos de impossibilidade, incapacidade, falta de tempo e inércia e nos lance ao encontro da coragem para promover mudanças que se iniciem pequenas dentro dos nossos lares e reflita na sociedade na forma de muita alegria, muitos sorrisos, muito acolhimento e disposição para lutar pela dignidade do outro, ainda que esta seja resumida num abraço caloroso acompanhado de um café bem quente. Façamos a nossa parte!



1. FRANCISCO, Wagner De Cerqueria E. "População em situação de rua "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/populacao-situacao-rua.htm>. Acesso em 05 de maio de 2016.







segunda-feira, 9 de maio de 2016

A FASFI apoia a Associação Irmão Sol....


A FASFI em BH vem apoiando  a Associação Irmão Sol no processo de captação de recursos junto ao Instituto MRV

 Acesse http://www.institutomrv.com.br/chamadapublicadeprojetos/votacao/edital-2016 e vote no Projeto SEMENTES DO AMANHÃ.

Os 4 projetos vencedores desta votação popular irão receber o apoio financeiro para execução do projeto apresentado, no caso da Associação Irmão Sol, será realizada ação de educação ambiental nas 5 unidades de abrigos para crianças em situação de violação de direitos.

Vote e nos ajude a divulgar a votação.

A FASFI em BH e as crianças da Associação Irmão Sol contam com seu apoio!

PARTICIPE!

A educação de criançs e adolescentes ao alcance das suas mãos



Vote e apoie a captação de recursos da Associação Irmão Sol



Os voluntários da FASFI em BH estão apoiando a Associação Irmão Sol na captação de recursos junto ao Instituto MRV.

Acesse http://www.institutomrv.com.br/chamadapublicadeprojetos/votacao/edital-2016 e vote no PROJETO SEMENTES DO AMANHÃ e ajude a construir um futuro melhor e mais sustentável para o planeta e para as crianças abrigadas nas 7 Unidades que a Associação Irmão Sol mantém em BH.




Contamos com sua ajuda na votação e divulgação...

Porque pra ser SEMENTES DO AMANHÃ, a gente precisa votar hoje!

http://www.institutomrv.com.br/chamadapublicadeprojetos/votacao/edital-2016